Marvel Studios

Quando a Marvel Comics anunciou que iria produzir os próprios filmes muitos fãs espalhados pelo mundo comemoraram a coragem dos executivos que antes já tinham conseguido livrar a empresa da falência. Apesar do grande sucesso das adaptações de X-Men, Homem-Aranha e Hulk, a interferência dos produtores de Hollywood sempre foi vista como negativa entre os chefões da Marvel – sentimento compartilhado pelos fãs e críticos de cinema.

Personagens como Justiceiro, Demolidor, Elektra e Motoqueiro Fantasma resultaram em filmes decepcionantes quando analisamos a matéria-prima disponível para a construção do roteiro cinematográfico. Mesmo os filmes que tiveram uma boa bilheteria, como é o caso do Quarteto Fantástico, não conseguiram agradar aos exigentes e fanáticos leitores de histórias em quadrinhos.

A Marvel Studios foi criada com a intenção de controlar todo o processo criativo e deixar apenas a distribuição a cargo dos grandes estúdios. Dessa forma erros e acertos seriam de responsabilidade interna dos executivos da Marvel que pela primeira vez iriam experimentar uma total liberdade artística desde a escolha do elenco até a contratação do diretor.

Com o caminho livre, Avi Arad, Kevin Feige e Joe Quesada atacaram primeiro personagens que não tinham os direitos de adaptação presos a algum estúdio, assim Homem de Ferro (2008), dirigido por Jon Favreau, e O Incrível Hulk (2008), dirigido por Louis Leterrier, foram aclamados por crítica e público mostrando que a Marvel tinha realmente feito a escolha certa ao “se separar” de Hollywood.

As receitas de bilheteria excederam as expectativas e Homem de Ferro, orçado em U$ 140 milhões, faturou mais de U$ 580 milhões em todo o mundo. O Incrível Hulk não teve tanto fôlego nos cinemas e com um orçamento de U$ 135 milhões arrecadou “apenas” U$ 265 milhões, mas vendeu quase U$ 60 milhões em DVD e Blu-Ray só no mercado norte-americano.

A ideia sempre foi levar para a telona um grande filme dos Vingadores, um projeto ambicioso que só poderia ser realizado se os principais heróis pertencessem a um mesmo estúdio. Com o controle dos personagens, a Marvel Studios lançou a base do ousado empreendimento fazendo primeiro os filmes solos dos heróis.

A ótima recepção de Homem de Ferro 2 (2010), novamente a cargo de Jon Favreau, mostrou que o público estava acompanhando a empreitada e que continuaria fiel. O projeto segue firme com o Thor (2011), dirigido por Kenneth Branagh, e o inédito Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), de Joe Johnston, que tem estreia marcada para 29 de julho no Brasil.

Thor foi orçado em U$ 150 milhões e em 11 dias de exibição já arrecadou mais de U$ 242 milhões, ou seja, o suficiente para encher os cofres da Marvel, estabelecer um novo padrão para os filmes de super-herói e preparar o caminho para a tão aguardada primeira aventura dos Vingadores – que tem previsão de lançamento para 4 de maio de 2012.

Resta saber se a equipe criativa terá o mesmo sucesso com um personagem polêmico como o Capitão América. Apesar da presidência de Barak Obama, as cores da bandeira norte-americana não andam muito em alta e após o cruel assassinato de Osama Bin Laden a mania estadunidense de ser “a polícia do mundo” e o “guardião da moral e bons costumes” não tem grande aceitação fora da terra do Tio Sam. Um novo desafio para a Marvel encarar.

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