Archive for the ‘Biografia de atores’ Category

Elvis Presley

16/08/2010

“Ele era e ainda é o Rei.” B. B. King.

“Se não fosse por Elvis nós não existiríamos.” John Lennon.

“Não existe nada antes ou depois de Elvis. Ele é tudo.” Bruce Springsteen.

“Procuro ver e aprender com ele no palco. E passar um pouco do que ele fazia nos nossos shows.” Bono Vox.

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Michael Jackson: Ano#01

27/06/2010

Homenagem no Rio: Estátua na laje do Morro Dona Marta

Nasce o Rei do Rock and Roll!

08/01/2010

Quando começou a dar os primeiros shows em 1956, o jovem Elvis Aaron Presley com certeza não esperava que fosse o precursor das mudanças que arrebatariam os Estados Unidos e o resto do mundo. A juventude norte-americana tinha em Marlon Brando e James Dean a dose de rebeldia que eles precisavam para enfrentar uma sociedade rígida e conservadora – e por que não dizer hipócrita. Mas faltava a música que serviria como um hino para a revolução cultural que estava estourando na década de 50.

Os programas de TV mostravam rapazes brancos, é claro, engomados em terno e gravata – por vezes de smoking! – entoando canções ternas e totalmente estáticos na frente do microfone. Era impensável colocar um negro, ou a música negra, no rádio e na TV das famílias norte-americanas.

O lendário Sam Phillips, dono da Sun Records, deixou uma frase célebre que mostra o espírito da época: “No dia que eu achar um branco que cante como um negro vou ficar milionário.” Não ficou milionário, mas entrou para a história.

A Sun Records era uma pequena gravadora de Memphis que lançava sucessos locais apostando suas fichas em dois estilos: o Country & Western e o Rhythm & Blues. E era também o lugar onde, por alguns dólares, cantores amadores registravam direto no acetato suas canções.

Pulando meses de história, vamos direto ao dia 6 de julho de 1954 quando o jovem Elvis, então com 19 anos, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black estavam numa sessão com o velho Sam Phillips tentando gravar um compacto nos estúdios da Sun Records. Depois de algumas tentativas sem sucesso, Sam resolveu dar um intervalo para a equipe técnica. Enquanto todos conversavam, Elvis pegou a guitarra e brincou com a canção “That’s All Right, Mama”. Instintivamente Bill Black acompanhou os acordes no baixo e Scotty Moore entrou com sua guitarra.

Ninguém sabia muito bem o que estava fazendo, mas quando Sam Phillips entrou gritando no estúdio mandando que repetissem a música, dessa vez com os gravadores ligados, nascia o Rock and Roll!

Sam Philips temia a repercussão que poderia vir por colocar num só compacto um ritmo negro, “That’s All Right, Mama”, e uma canção tipicamente de branco, “Blue Moon of Kentucky”, fato inédito até então, mas decidiu apostar alto. No dia 07 de julho de 1954, as duas canções são executadas no “Red Hot and Blues”, um programa apenas de blues negros da rádio WHBO. Em poucos minutos os telefones da rádio tocavam sem parar e “That’s All Right, Mama” foi repetida várias vezes naquela noite.

Em 19 de julho de 1954, o disco estava à venda nas lojas de Memphis e no fim do mês já alcançava o terceiro lugar nas paradas. Depois disso, o mundo nunca mais foi o mesmo.

Elvis Presley vendeu mais discos do que qualquer outro cantor ou grupo na história da música. Estimativas recentes indicam que os números passem de 1,7 bilhões de LP’s e CD’s (mais do que o dobro dos segundos e terceiros lugares: Beatles e Rolling Stones, respectivamente). A famosa mansão Graceland, em Memphis, é a segunda casa mais visitada nos Estados Unidos – só perde para a Casa Branca.

Elvis não se destacou apenas como cantor de rock, foi o único a ter sucesso em vários estilos musicais. O Rei gravou country, blues, baladas, pop e gospel. Mas sua grande contribuição foi unir o Country & Western com o Rhythm & Blues e criar não só um novo som, mas um novo estilo de vida. Com Elvis Presley e o Rock and Roll a juventude pode enfim seguir imbatível para fazer a Revolução Cultural dos anos 50 e 60. Vida longa ao Rei!

Não existe nada antes ou depois de Elvis. Ele é tudo.

Bruce Springsteen

Se não fosse por Elvis nós não existiríamos.

John Lennon

Procuro ver e aprender com ele no palco. E passar um pouco do que ele fazia nos nossos shows.

Bono Vox

Ele era e ainda é o Rei.

B. B. King

Patrick Swayze em cinco momentos

15/09/2009

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Patrick Swayze não foi o galã que Hollywood esperava, mas deixou alguns personagens marcantes e fez filmes desacreditados que se tornaram fenômenos de bilheteria. Dirty Dancing, lançado em 1987, esteve prestes a ser cancelado e o sucesso ao redor do mundo certamente deu um nó na cabeça dos executivos da indústria.

Swayse e Jennifer Grey em Dirty Dancing

Swayze e Jennifer Grey em Dirty Dancing

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Em 1989, Patrick Swayze deixa a dança de lado e leva a carreira para outro rumo ao fazer Matador de Aluguel. O filme, que pegou carona na moda Jean-Claude Van Damme, fez grande sucesso nas locadoras brasileiras. Swayze conseguiu equilibrar uma boa atuação com cenas de luta bem coreografadas. O veterano Sam Elliot, uma belíssima Kelly Linch e um roteiro enxuto fizeram um filminho de ação virar uma diversão interessante.  Outro ponto positivo para o ator que mostrou ser possível misturar artes marciais com uma história certinha.

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Os anos 90 foram os melhores da carreira do ator. Quem não se lembra de Ghost – Do outro lado da vida? A história do casal formado por Swayze e Demi Moore, no auge da beleza, rendeu milhões de dólares e o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Whoopi Goldberg. Após dois filmes leves e românticos que renderam boas críticas e bilheterias estrondosas, o ator parecia ter encontrado um lugar na indústria cinematográfica.

caçadores de emoção 5Apostando na diversidade de papéis e com ótimo feeling para farejar novos sucessos, Swayze embarca em outro projeto fadado a ser apenas mais um filminho de ação. Caçadores de Emoção reuniu um elenco afinado, encabeçado por Patrick Swayze, Keanu Reeves e Gary Busey, um roteiro interessante e uma fotografia de cair o queixo! Tudo isso combinado a boa direção de Kathryn Bigelow resultou em novo sucesso para Swayze e um grande empurrão para Keanu Reeves que começaria a escrever seu nome nos projetos de ação.

cidade

Em 1992 estrelou A cidade da esperança, de Roland Joffé, e esse talvez seja seu último bom papel nos cinemas.  Swayze é Max Lowe um jovem médico norte-americano, atormentado pela culpa após perder um paciente na mesa de cirurgia, que parte para a Índia buscando conforto para suas angústias. O filme não obteve grande êxito comercial, mas fez uma considerável carreira nas locadores de vídeo e merece uma olhada mais atenta.

Professor de dança, leão-de-chácara, executivo, surfista e médico, personagens distintos e que possuíam um carisma marcante. Não gosto de rotular ou empregar termos  de forma exagerada, mas acompanhando cinco momentos de Swayze, o termo cult veio à tona.

Patrick Swayze não foi o galã ou o ator que a indústria do entretenimento almejava, mas foi, sem dúvida, um ícone dos anos 80 e 90. Para a geração que cresceu com os esquecidos VHS e que fazia da ida à locadora uma verdadeira festa, Patrick Swayze e seus filmes foram exatamente o que eles estavam procurando. Swayze encantava as meninas sem enciumar os namorados, “Ora, o cara é mesmo maneiro”, era a frase comum para definir o galã.

Pois é, vale a pena rever esses cinco filmes. O cara é mesmo maneiro.

Reeves e Swayse em Caçadores de Emoção

Reeves e Swayze em Caçadores de Emoção

Histórias de Marlon Brando

05/08/2009

viva-zapata-marlon-brando.jpg.comTalento, rebeldia e ironia. Essas palavras são facilmente associadas a Marlon Brando. O astro não deixou apenas suas poderosas interpretações, deixou também muitas histórias e lendas.

Uma delas foi vivida com outro grande ator, Anthony Quinn. Os dois trabalharam juntos em Viva Zapata! (1951) e se encontraram em 1982 num jantar para colocar o papo em dia. Na ocasião, Marlon apareceu com uma linda oriental e falava com ela em chinês.

Ficaram a noite toda conversando e relembrando o passado. Marlon contou a verdade sobre a sua famosa tática das dálias. Depois de famoso, ele colocava pedaços de papéis com as falas por todo o cenário. Chegou a prender cola na testa de seus coadjuvantes! Para os diretores dizia que isso fazia com que o texto estivesse fresco. Parecia que o personagem estava pensando naquelas palavras na hora exata e não era algo frio e decorado. Quem iria discordar do método de Marlon Brando?

Mas com uma gargalhada disse a Anthony Quinn que não agüentava mais ficar decorando os textos e que ninguém nunca desconfiava dele. “Você acredita nessa merda!”  Finalizou. Mais gargalhadas entre os dois. Depois traduziu tudo para a namorada que riu também.

Cena de Viva Zapata!

Cena de Viva Zapata!

Fim de noite, hora das despedidas. Quinn foi com a esposa levar o casal ao hotel. Marlon desceu do carro. A jovem se aproximou de Anthony e disse em inglês perfeito:

– Senhor Quinn, perdoe por não conversar com vocês, mas Marlon me disse para representar uma chinesa autêntica. Na verdade, nem falo chinês muito bem.

– Mas a noite toda? Você não teve problemas para entender o que Marlon dizia?

– Marlon? Ele não sabe falar chinês.

– Ah, que filho da puta! E que par de trouxas fomos nós!

Enquanto Anthony Quinn pensava se deveria entregar o jogo, Marlon abriu a porta para a jovem, deu um tapinha nas costas dele, e um boa noite.

Quer ler mais? Tango Solo, a biografia de Anthony Quinn.

Quinn e Brando em Viva Zapata!

Quinn e Brando em Viva Zapata!

Anthony Quinn e sua última dança

16/07/2009

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Em Tango Solo temos a chance de acompanhar de perto a vida pessoal de um grande ator de Hollywood. Desde a infância pobre no México até a adolescência conturbada nos Estados Unidos, Anthony Quinn parece querer nos revelar tudo, sem pudor.

O livro funciona como fragmentos de memória. Enquanto passeia de bicicleta pelos arredores de Roma, pela Via Àpia, Quinn vai relembrando fatos de seu passado e buscando ao mesmo tempo entender suas motivações e compartilhando com o leitor as dúvidas de suas encruzilhadas.

Se um roteirista ou diretor um dia pensar em filmar a trajetória de Anthony Quinn ou fazer uma mini-série, vai encontrar nesse livro um roteiro quase pronto. A vida de Quinn parece realmente feita para as telas. Seu pai lutou ao lado de Pancho Villa e Zapata na Revolução Mexicana. Anos depois em 1952 em Viva Zapata!, Quinn ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante.

Ser mexicano e fazer sucesso em Hollywood hoje em dia é uma tarefa muito difícil, agora imagine na década de quarenta. Antes do sucesso, Anthony Quinn foi engraxate, motorista de táxi e lutador de boxe. O caminho foi longo e cheio de falsas promessas. “Fiz uma ou outra figuração, sem créditos, em filmes B perdoáveis, mas já perdia as esperanças de fazer um papel falado. Ou eu era moreno demais, ou mexicano demais, ou tinha um tipo muito marcante, e os papéis bons iam para os atores com aparência mais convencional. Para mim, as oportunidades que apareciam nunca davam em nada.”

Os dois Oscars e os grandes papéis em Lawrence da Arábia, Zorba o grego, Sede de Viver e La Strada de Fellini não fizeram Quinn esquecer o passado pobre e as dificuldades. Viver intensamente alegrias e tristezas parece ser um dos mandamentos do ator e ele divide tudo isso conosco com o mesmo prazer que levava seus personagens para as telas do cinema.

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Anthony Quinn em Lawrence da Arábia

Tango Solo

Editora Nova Fronteira